Smads

Coordenadora do Cram recebe o Prêmio Ruth de Souza

31 de agosto de 2021

Ela foi uma das 11 mulheres homenageadas e atua no serviço da Smads; cerimônia aconteceu na sexta-feira (27), em São Paulo

Marilda Soares, coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à Mulher de Piracicaba (Cram), serviço da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), foi uma das 11 homenageadas com o Prêmio Ruth de Souza, entregue a mulheres que se destacaram no enfrentamento ao racismo e na promoção da igualdade social. A cerimônia, organizada pela Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania e pelo Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de São Paulo (CPDCN), aconteceu na sexta, 27/08, no auditório André Franco Montoro, na capital. A secretária da Smads, Euclidia Fioravante, e os conselheiros representantes de Piracicaba, Agnaldo de Oliveira e Luciano Alves, também participaram da cerimônia.

Além de atuar no Cram, Marilda é mestre e doutora em história social, professora-orientadora do MBA em Gestão Escolar do Pecege-Esalq-USP, integrante do Conselho da Comunidade Negra de Piracicaba (Conepir) e vice-presidente do Centro de Documentação, Cultura e Política Negra de Piracicaba (CDCPN).

Marilda ressaltou a grande honra em receber o prêmio, juntamente com mulheres negras tão expressivas em suas atuações. “É muito importante para a promoção da equidade e da igualdade racial que essas instâncias estaduais, assim como as municipais, continuem desenvolvendo políticas públicas afirmativas e protetivas para os diferentes segmentos”, destacou.

A secretária Euclidia reforçou que o movimento da comunidade negra na cidade é de muita atuação e parabenizou o merecido destaque. “Estamos pensando as políticas públicas municipais junto a todos esses órgãos, isso é fundamental.”

As outras homenageadas, de diferentes cidades do estado de São Paulo, foram Andressa Regina, empreendedora; Diná Evangelista, presidente do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra e Promoção de Igualdade Racial de Santos; Edna Santos, presidente do Clube 28 de Setembro de Jundiaí; Erica Chaves, diretora de eventos culturais e empreendedora; Niltes Lopes, diretora de responsabilidade social e cultural da escola de samba Vai-Vai; Mam’etu Kayandewa, enfermeira aposentada e ex-conselheira do CPDCN; Maria Sylvia de Oliveira, conselheira e ex-presidente da Comissão da Igualdade Racial OAB-SP e ativista de Direitos Humanos; Mônica Calazans, enfermeira; Regina Pereira, liderança do Quilombo Cafundó e coordenadora regional do curso Promotoras Legais Populares; Eliza Gabriel (in memoriam), que foi professora e conselheira do CPDCN em três gestões.
Presidiram a solenidade o presidente do CPDCN, Gil Marcos Clarindo dos Santos, e o secretário-executivo da Justiça e Cidadania, Luiz Moratti Filho, que parabenizou os envolvidos e ressaltou que o Estado de São Paulo é pioneiro na adoção de políticas de enfrentamento ao racismo.

HISTÓRIA – O Prêmio Ruth de Souza presta homenagem à atriz brasileira, nascida em 1921, no Rio de Janeiro, primeira-dama negra do teatro, do cinema e da televisão. Foi a primeira artista negra do país a ser indicada ao prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza de 1954. Em 1968 integrou o elenco da TV Globo, tornando-se a primeira mulher negra a protagonizar telenovelas.
Ruth de Souza faleceu em 2019 e a primeira edição do prêmio ocorreu naquele mesmo ano, no Museu Afro Brasil. A premiação é realizada anualmente em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela.

Agnaldo de Oliveira, Marilda Soares, Euclidia Fioravante, Lúcia Helena Silveira, Angela Santana e Luciano Alves.

 

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